Thomaz Koch e a Honestidade no 3º Ué?! SOPA!

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Thomaz Koch – ao lado de Fernando Meligeni e Bruno Soares – é embaixador do WimBelemDon e esteve presente no 3º Ué?! SOPA!

Fotos João Pires / FotoJump

Fotos João Pires / FotoJump

O atributo que estamos trabalhando atualmente é a honestidade e isso Koch tem de sobra. Em um anúncio para a Chevrolet, o então tenista deu um exemplo de sinceridade e honestidade ao falar sobre carros. Esse texto foi mostrado no evento e Hique Gomez leu alguns trechos para o público.

Fotos João Pires / FotoJump

Koch falou sobre isso no palco, contando um pouco da sua trajetória no esporte e também falando sobre sua relação com o WimBelemDon.

Fotos João Pires / FotoJump

Confira o texto na íntegra:

“’Vocês têm coragem de publicar o que eu penso do Chevrolet?’

Quando a gente faz cinquenta anos, mais do que nunca é preciso ouvir seus jovens.

Pensando assim, a General Motors do Brasil convidou Thomaz Koch para contar por que é que ele não liga muito para automóvel.

A opinião de Thomaz Koch é a opinião de um rapaz preocupado com a violência nas grandes cidades, a poluição do ar, a destruição da natureza e mais uma série de assuntos que afligem a sua geração. Por isso, convém que ela seja explicada por ele mesmo.

‘Quando eu nasci, meu pai já tinha vendido o seu primeiro e único carro. Ele preferia fazer longas caminhadas e andar de bonde.

Cresci sem ter carro em casa: no primário ia pra escola de carona no Citroen do pai de um amigo. Do ginásio pra frente, pegava o bonde sozinho e ia pra aula com uma imensa vontade de trocar a professora pela bola e os livros pela raquete.

Não nego que nessa época eu chegava a sentir uma pontinha de inveja dos rapazes que tinham o Chevrolet do pai para passear com as garotas. Mas foi só nessa época.

Logo depois, eu já estava num avião a caminho dos EUA, para jogar um torneio chamado Orange Bowl. Foi o pessoal que organizava esse torneio eu me desvirginou em matéria de automóveis. Colocaram um Buick novinho à minha disposição e eu acabei tirando carta e começando a dirigir.

Nesse ano ainda, passei três meses em Los Angeles treinando oara um outro torneio. Recebi um Impala zerinho dos organizadores e se ainda existia em mim alguma inveja dos garotos motorizados de Porto Alegre, ela acabou lá mesmo.

Ficar com aquele Chevrolet três meses, rodando pra baixo e pra cima como se fosse meu, me fez sentir que o automóvel é maravilhoso para levar a gente de um lugar pro outro e nada mais que isso. Juro que não consigo entender como certos caras vivem mais tempo lustrando o carro do que com a própria mulher. O automóvel é um meio, não um fim.

Mas tudo isso é um ponto de vista meu e eu posso estar errado.

Por exemplo: essa Caravan que vocês usaram pra foto, branquinha, espaçosa, legal mesmo, deve ser o sonho de muita gente.

Já comigo é diferente. Só consigo ver essa Caravan como um veículo para me levar daqui para uma praia deserta. E ficar paradinha lá enquanto eu olho para o mar que bate na pedra, corro descalço na praia, ando de mãos dadas com a minha mulher e vejo o sol que se põe mais tarde que na cidade.

Mas será que vocês vão ter coragem de publicar tudo isso?'”

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