No dia 17 de junho, tivemos daqueles encontros que a gente sai cheio de vida. Em uma tarde dentro da Biblioteca Comunitária Sabia do Saibro Sábio, reunimos aproximadamente 60 pessoas para viver algo que foi muito além de uma atividade, foi um encontro com histórias, cultura e sensações que ficaram com a gente depois que as cadeiras foram guardadas e a tarde terminou.


Recebemos a Carmen Lima, que chegou carregando mais do que objetos e narrativas. Antes mesmo dela entrar, parecia que sua presença já ocupava o espaço: a saia azul, a sapatilha engraçada e aquela flor vermelha no cabelo pareciam anunciar que algo especial estava prestes a acontecer. E foi. Logo no início, ela nos disse que iria contar a melhor história do mundo. Pelo menos, do mundo dela, como ela mesmo traz.


E foi assim que fomos tomados pelo universo da Carmen. Com uma voz doce e uma leveza que prendia a atenção de todos, ela nos conduziu pela lenda do Boi-Bumbá. Entre falas, gestos e olhares atentos, a biblioteca se transformou em outro lugar. Por alguns instantes, deixamos de estar apenas ouvindo uma história e passamos a caminhar dentro dela.

Ao longo da contação, também tivemos a oportunidade de conhecer e entrar em contato com objetos que aproximaram ainda mais a experiência do imaginário e das tradições apresentadas. Cada elemento ajudou a construir uma tarde viva, de troca e de descoberta, tornando a cultura algo que podia ser ouvido, sentido e também tocado.
Saímos dali diferentes. Com pena do boi, atravessados pela narrativa e lembrando que histórias têm esse poder raro de mexer com a gente sem fazer barulho. No dia 17 de junho, a Biblioteca Comunitária Sabia do Saibro Sábio foi palco de mais um encontro que reafirma aquilo em que acreditamos: quando abrimos espaço para a cultura e para as histórias, abrimos espaço também para que mais mundos caibam dentro de nós







